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Oruam pode ficar até 25 anos preso; veja

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O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, filho de Marcinho VP, um dos chefes do Comando Vermelho (CV), teve a prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça do Rio.

A decisão ocorreu após uma operação policial em sua mansão no Joá, Zona Oeste. No local, os agentes encontraram Menor Piu, adolescente apontado como segurança de Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, líder do CV na Penha.

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Durante a ação, Oruam e comparsas teriam atirado pedras, xingado policiais e ferido um agente. O funkeiro ainda teria se identificado como filho de Marcinho VP, numa tentativa de intimidar a polícia.

A ficha criminal não para de crescer
As acusações contra Oruam incluem tráfico de drogas, associação ao tráfico, lesão corporal, dano, ameaça, resistência e desacato. Somadas, as penas podem chegar a 25 anos de prisão.

Histórico de detenções

  • Em fevereiro deste ano, foi preso em flagrante por favorecimento pessoal, acusado de esconder um foragido da Justiça em sua casa.
  • Poucos dias antes, havia sido detido em uma blitz, acusado de direção perigosa.
  • Em dezembro de 2024, virou alvo de investigação por suposto disparo de arma de fogo em São Paulo, que terminou com apreensão de armas falsas.

Além dos processos, Oruam é alvo de projetos de lei “Anti-Oruam” em São Paulo e no Rio, que buscam proibir o uso de dinheiro público para shows de artistas que façam apologia ao crime. Ele também é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) por envolvimento em sites ilegais de apostas, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

Oruam, que insiste em afirmar que sofre perseguição por suas origens, vê seu nome cada vez mais associado ao submundo do crime organizado.

O que diz a defesa de Oruam

A defesa argumenta que a prisão do MC carece de requisitos legais para sua manutenção. A ligação do artista com integrantes da facção criminosa é apontada como uma presunção baseada unicamente em seu perfil de jovem negro e periférico, sem evidências concretas que justifiquem a detenção.

Em nota, a defesa ressalta que Oruam é réu primário e possui bons antecedentes. Além disso, a defesa informa que o rapper já havia sido absolvido em duas acusações anteriores que eram similares à presente, sugerindo um padrão de acusações infundadas ou sem prova suficiente.

Por fim, no que concerne às acusações de tráfico de drogas, a defesa argumenta que a acusação se baseia exclusivamente nas letras das músicas do cantor de funk, enfatizando a ausência de evidências sólidas que comprovem sua participação em atividades de tráfico.

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