“Coronel do Muquiço” foi preso pelo BOPE em 2015, mas acabou solto por decisão da Justiça

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O traficante Bruno da Silva Loureiro, conhecido como “Coronel”, é acusado pela família da jovem Sther Barroso dos Santos de ter cometido uma barbárie revoltante após um baile funk no Morro da Coreia, em Guadalupe, na Zona Oeste do Rio.

Segundo relatos, Sther teria sido espancada até a morte simplesmente porque se recusou a sair do baile com ele. O corpo da jovem foi encontrado desfigurado em frente à casa da própria mãe, numa cena de terror psicológico e crueldade sem limites. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o caso.
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Bruno é apontado como chefe do tráfico na comunidade do Muquiço, em Guadalupe, território dominado pelo Terceiro Comando Puro (TCP). Contra ele pesam 11 mandados de prisão por crimes como organização criminosa, homicídio qualificado e associação para o tráfico.
Mas a ficha do “Coronel” é ainda mais extensa — e macabra.
Em 2019, Bruno teve o primeiro mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça do Rio, após denúncia do MP-RJ. Ele, ao lado de Samuel de Oliveira Gomes e Tauan Luiz dos Santos Ramos, foi acusado de homicídio duplamente qualificado, associação para o tráfico e corrupção de menores.
Segundo a denúncia, em setembro de 2018, os acusados — junto de um adolescente — abriram fogo contra Douglas Luiz dos Santos Nascimento, que morreu no local. Laudos periciais comprovaram que os disparos foram a causa da morte. O crime teria sido uma forma de demonstrar o poder da facção na região.
O último mandado contra Bruno foi em junho do ano passado, também por homicídio e organização criminosa. Ele foi denunciado junto com Luciano Matheus Silva Batista, o “Esquerdinha”, por participação em uma chacina em março de 2021, no Parque Madureira.
Durante uma partida de futebol, os criminosos abriram fogo contra cinco pessoas, matando Juan José Telles de Souza (“Aleijado”), Roni Carvalho Otoni (“Rozy”) e Ygor Ney de Oliveira (“Nenzoca”). Outras duas vítimas sobreviveram após atendimento médico. O ataque foi motivado pela guerra entre o TCP e o CV.
Um sobrevivente reconheceu “Esquerdinha” como atirador. Para o MP, o crime foi frio, planejado e com objetivo de espalhar medo em plena área de lazer da comunidade.
Bruno também já foi acusado de agir como mandante em homicídios. Em maio de 2019, teria ordenado a morte de Wanderson Rodrigo Bezerra Mariano. De acordo com o MP, ele deu a ordem para que Lucas Maciel Ferreira, o “Tabaquinha”, executasse a vítima em Marechal Hermes. O motivo: impor a “lei do tráfico” e reafirmar a força do TCP no Muquiço.
Mesmo com histórico de crimes sangrentos e covardes, o “Coronel do Muquiço” segue como um dos nomes mais temidos do tráfico carioca, espalhando medo, dor e impunidade.
Enquanto famílias choram, a Justiça corre atrás de um homem que já deveria estar atrás das grades há anos.



